Caixa preta

O deputado federal Décio Lima, candidato a governador, tem percebido o susto de algumas pessoas quando diz, em sua campanha, que boa parte dos R$ 6 bilhões de isenções fiscais do Estado beneficiam 19 empresas. As amigas do rei. Se for eleito, promete mudar tal política e investir em outras áreas, em especial na educação.

Foto: Divulgação


 

Apelo de Moreira

Ao comentar as cambaleantes contas do Estado com dirigentes de organizações do segmento de comunicação, em Florianópolis, anteontem, Pinho Moreira inovou: foi o primeiro governador, dentre os mais recentes, a manifestar o desejo – e o fez quase que em apelo – de que se rediscuta os índices de repasse de receitas do ICMS aos poderes (TJ-SC, TCE, MP-SC) que, não é preciso dizer, vivem um mundo à parte, recebendo centenas de milhões, constitucionalmente legais, mas muito além do que verdadeiramente necessitam. Apesar da gastança desmesurada – até dois anos atrás servidores dos poderes recebiam uma imoral gratificação natalina; a última foi de R$ 4 mil – mesmo assim tem sobrado dinheiro. A lamentar, ainda, que nenhum candidato a governador tenha tocado no assunto, nem de longe. Porque será?

Competitividade

A deterioração da qualidade da segurança pública, da infraestrutura e da gestão fiscal derrubou a competitividade de 11 Estados brasileiros, conforme a 7.ª edição do Ranking de Competitividade dos Estados, divulgado ontem. O ranking é resultado da análise de 10 pilares: sustentabilidade ambiental, capital humano, educação, eficiência da máquina pública, infraestrutura, inovação, potencial de mercado, solidez fiscal, segurança pública e sustentabilidade social. Os dois primeiros lugares continuaram com São Paulo e SC. Ambos também lideram o ranking de segurança pública. Pontos para o ex-governador e candidato ao Senado, Raimundo Colombo.

Não votam

As folhas paulistas e cariocas estão chamando a atenção para a presença de inúmeros candidatos, principalmente a deputado estadual, que para sensibilizar o eleitorado se propõem a defender aqueles que não votam, os animais. Defesa que não se vê, ainda, em SC, a terra das infames farra do boi, puxadas de cavalo e das brigas de cães e galos, que tem vários políticos entre seus simpatizantes e, quando não, apoiadores ou patrocinadores.

Hang multado

O Tribunal Superior Eleitoral multou o empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, em R$ 10 mil por contratar a empresa Facebook para impulsionar conteúdo favorável a Jair Bolsonaro, candidato a presidente da República. A representação foi proposta pela Coligação Para Unir o Brasil, do candidato Geraldo Alckmin. A Lei das Eleições proíbe expressamente qualquer tipo de veiculação de propaganda eleitoral paga na internet. A medida visa evitar a interferência do poder econômico no debate eleitoral.

Displicência

Gestores públicos que fazem da displicência uma rotina, que fiquem alertas. Uma prefeitura do Vale do Itajai terá que pagar indenização de R$ 48 mil, por danos morais, materiais e estéticos, além de pensão vitalícia, em favor de ciclista que caiu de ponte pênsil com leito de madeira e sofreu paraplegia temporária e limitação de locomoção.

Em crise 

A Assembleia Legislativa quer ouvir, em audiência pública, as informações da Univali para sua crise, especialmente financeira. É quase certo que logo em seguida outras instituições do Sistema Acafe queiram fazer o mesmo. Quase todas enfrentam seus piores dias.

Sem saudades

De Florianópolis, onde vive, o ex-craque Paulo Cézar Caju escreveu para “O Globo”, onde tem uma coluna semanal, que ainda estarrecido como incêndio no Museu Nacional e que nada mais o surpreende “nesse país governado por múmias”. Relata que esteve no Rio recentemente e nunca viu tantos moradores de rua, abandono completo. Acrescenta: “O pior é que, agora, as mesmas múmias de sempre saíram de seus sarcófagos com as velhas promessas de sempre. Foram essas múmias que despejaram milhões no Maracanã e o deformaram. O Rio já não é mais cartão postal de nada e torra sua imagem diariamente”.

Aculturação

Criticou-se ontem, aqui, o fato de dezenas de municípios de SC não terem realizado a parada cívica de 7 de setembro mas festejar, desde então, a Semana Farroupilha, incluindo escolas públicas. A comemoração desde ontem envolve também a Universidade do Estado (Udesc), em Chapecó. Nenhum demérito à exaltação da cultura gauchesca, mas perguntar não ofende: o que a mesma universidade pública catarinense faz para manter viva a história do Contestado, que aconteceu ali no seu quintal?

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