Impactos

São realmente impressionantes os impactos da covid-19 em SC até agora, conforme a Federação das Indústrias (Fiesc): retração de R$ 3,4 bilhões na produção industrial, diminuição de R$ 3,1 bilhões nas vendas no mercado interno e redução de R$ 327 milhões nas exportações industriais do Estado. O levantamento, que mede os impactos após o início do período de isolamento, revela que a crise do coronavírus já custou 165 mil empregos na indústria, equivalente a 21% na quantidade de trabalhadores formais no setor, que fechou 2019 com 786 mil e agora está com 621 mil.

Manifesto

Em rara manifestação do tipo, o Conselho das Federações Empresariais de SC (Cofem) emitiu um manifesto em que as entidades que representa (de todos os setores da economia) estranham o fim das reuniões diárias do grupo de trabalho, coordenado pelo governo estadual para discutir as questões ligadas à pandemia.  Reclama da interrupção do diálogo e que agora tomam conhecimento pela  imprensa de decisões importantes tomadas pelo governo. Como que imitando Bolsonaro, pede “humildade”, dirigindo-se, sem citar nenhum nome, a Carlos Moisés.

Jeito suíço

Muitos florianopolitanos que por anos sofreram com a administração da estatal Infraero no aeroporto Hercílio Luz, sempre ranqueado entre os mais deficitários do país, estão vendo o “jeito suíço” que marca o novo terminal aéreo, inaugurado no final do ano passado. Foi da concessionária Floripa Airport a iniciativa, das primeiras no Brasil, de fazer testagem rápida de pacientes para detectar a covid-19. Começou anteontem.

Na cesta básica

Diante de tantas notícias ruins, quando aparece uma boa é preciso festejar. É a que vem de Balneário Piçarras, no litoral norte, que de agora em diante, em toda cesta básica que fornece às famílias locais em situação de vulnerabilidade, passa também a incluir livros de autores locais. Alimentar a alma, levar conhecimento e estimular a leitura também é importante nesse momento de isolamento.

Em pauta

O Supremo Tribunal Federal vai começar a julgar no dia 24 o processo que definirá se réus condenados pelo tribunal do júri podem ser presos imediatamente ou se é necessário aguardar a confirmação da sentença pela segunda instância. Ontem o mesmo tribunal iniciou o julgamento de outro caso, questionando leis de vários municípios, inclusive de SC, que antecipa a discussão sobre o projeto Escola sem Partido. Será decidido se professores podem ser impedidos de tratar de determinados temas em sala de aula, como questões de gênero e de política partidária.

Volta à cadeia

O ministro Sérgio Moro tem reclamado, com razão, que por causa da covid-19 gente que estava presa por crimes graves,  foi libertada.  Deve ter muitos exemplos, inclusive um de SC. É o que chegou ao Tribunal Regional Federal de Porto Alegre, anteontem, suspendendo decisão da 1ª Vara Federal de Joinville que concedeu prisão domiciliar a um homem de 31 anos, que em fevereiro passado foi flagrado fugindo após quebrar uma parede da agência local da CEF. Não chegou a efetivar o furto devido à chegada dos policiais. Além disso tem antecedentes por prática de dois crimes de receptação e furto e indícios de vinculação com facção criminosa.

Ânimo

Entre as inúmeras iniciativas de enfrentamento da covid-19, várias prefeituras de SC estão lançando campanhas para que a população não caia na depressão e olhe o futuro com um mínimo de otimismo. Parabéns. São oportunas e necessárias. Dias melhores virão, com certeza.

Comércio de rua

Com a explosão de shoppings em SC, a imagem que se criou é que o comércio de rua está perdendo importância. Ledo engano. A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL-SC)  tem 44 mil lojas associadas, das quais 86% micro e pequenas empresas. Os 25 maiores shoppings tem 4 mil.

Demissões

O entidade associativa de bares e restaurantes de SC (Abrasel), estima que o setor tem em SC 100 mil empregos diretos em cerca de 15 mil empresas e que já ocorreram mais de 30 mil demissões. Em carta aberta está pedindo, em tom de clamor, a volta às atividades e com medidas de suporte econômico, como diferimento de impostos, suspensão da cobrança de taxas (IPTU e de coleta de lixo) e linhas de crédito subsidiadas. O desespero vem no bojo de decisão do Tribunal de Justiça de SC que negou pedido de liminar pleiteado por um grupo de entidades dos ramos turístico e gastronômico que buscava a retomada dos atendimentos em bares e restaurantes do Estado.

 

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