O Instituto do Meio Ambiente (IMA) de Santa Catarina determinou à empresa Andrade Amorim que suspenda as operações de extração de areia com balsa em um trecho do Rio do Braço, nas proximidades do oratório de São Roque, no bairro do mesmo nome e, da forma mais imediata possível, que inicie serviços de recuperação dos eventuais estragos.
A ação do IMA veio depois de denúncias feitas o Ministério Público, Policia Civil (inclusive com confecção de Boletim de Ocorrência), Policia Militar Ambiental, Ouvidoria do Governo do Estado e ao setor de Fiscalização da Prefeitura neotrentina.
Todas as denúncias apresentaram uma reclamação em comum: que a exploração de areia feita pela empresa, com uso de balsa, se concentra no meio do rio, alterando a sua profundidade e fazendo com que haja desmoronamento nas margens do rio, devido a verticalidade que se forma.
Também houve reclamações de que a vegetação que havia nas margens desapareceu com os deslizamentos e que são evidentes os prejuízos também quanto à fauna que tem seu habitat no rio.
Os relatos dizem que no chamado “porto” atual, onde se localiza a balsa, e no entorno, o rio tinha em média 14 metros de largura e que agora, com os desmoronamentos, há trechos em que atinge até 80 metros.
A ação do IMA só envolveu a empresa Andrade Amorim, que é a única em Nova Trento que utiliza balsa. As demais usam sistemas tradicionais e não há registro de denúncias ou irregularidades no desenvolvimento de suas atividades.





