Tainha é cultura

Assunto de conversa em todas as rodas do litoral de SC, a tainha – fato que poucos sabem –  faz parte da cultura do Estado. Duas comunidades pesqueiras que praticam a pesca artesanal da espécie, já tem o registro de “patrimônio imaterial catarinense” desde 2019, conforme o decreto 2.504. A primeira fica na Praia do Campeche, em Florianópolis, e a segunda em Bombinhas. Outro dado que poucos sabem: no Brasil, cerca de 80% da pesca da tainha é realizada em SC.

Judicialização

Realizada no dia 9 deste mês, a eleição para a nova diretoria da Federação do Comércio de SC (Fecomércio), está sub judice. O motivo da ação foi a condução do processo, em desacordo ao estatuto social e ao regulamento eleitoral da entidade – em especial quanto ao julgamento da impugnação apresentada contra 21 membros da chapa vencedora, realizado pelo conselho de representantes.

Sempre juntos

O ex-deputado federal Paulo Bornhausen convenceu seu pai, o ex-governador e ex-senador Jorge Bornhausen, a assinar ficha de filiação no PSD. O ato aconteceu quinta-feira. O pré-candidato do partido a governador, o ex-prefeito Gean Loureiro, exultou.

Acontecimento

As incursões de Carlos Moisés pelo interior do Estado, levando dezenas de milhões aos municípios por conta do Plano 1000, estão virando concentrações com centenas de pessoas, o que há tempos (talvez pela pandemia) não se via. Uma dessas multidões é esperada hoje à tarde, na Arena Multiuso, de Tubarão, onde o governador vai assinar a ordem de serviço no valor de R$ 85 milhões para a mais que esperada pavimentação da rodovia Ageu Medeiros, de 24 quilômetros, entre Tubarão e Laguna. Obra esperada (sempre prometida, mas nunca feita) há décadas.

É contra

Contatado pelo “Estadão”, o senador Jorginho Mello (PL-SC) manifestou-se contra o projeto, em trâmite no Congresso, que limita o ICMS para combustíveis, transporte público, energia elétrica e comunicações a 17%. “Vou ser governador, então não quero que diminua a alíquota. É algo que vai impactar todos (os Estados)”,  afirmou.

Reconhecimento (1)

Em todos esses eventos alusivos aos 15 anos de SC como área livre de febre aftosa sem a vacinação de rebanhos, o Sindicato da Indústria da Carne e Derivados (Sindicarne) fez um reconhecimento mais que merecido ao hoje deputado e presidente da Assembleia Legislativa, Moacir Sopelsa. Como secretário da Agricultura, comandou todas as ações que, no final das contas resultou em algumas centenas de milhões de dólares em exportações. Recebeu um diploma em sessão solene na Assembleia Legislativa. E calorosos aplausos.

Reconhecimento (2)

Foi, sem dúvida, um dos maiores avanços da pecuária catarinense graças a um sério e perseverante trabalho dos produtores rurais, das agroindústrias e do Governo, que criou, manteve e aperfeiçoou um sistema de defesa e vigilância sanitária animal que se tornou um paradigma nacional com reconhecimento internacional. Diga-se de passagem, a área pública da agricultura sempre conseguiu manter altos patamares de eficiência, já que trabalho de campo é para quem realmente gosta e entende. Aspones que vivem de ocupar cargos mediante politicagem preferem gabinetes refrigerados, têm horror a calor e à poeira.

Migração

Já há um certo pânico entre os empregados da estatal Eletrosul em Florianópolis. A privatização da Eletrobras, da qual é subsidiária, foi autorizada semana passada pelo Tribunal de Contas da União e mesmo sem saber quem vai controla-la há quase uma certeza de que a sede deve migrar da Ilha de SC para o Rio de Janeiro. De onde veio transferida no início dos anos 1970.

Encantamento

Há gente no PT catarinense preocupado com seu deputado estadual, Adriano Pereira, que foi à tribuna fazer eloquentes elogios ao governador Carlos Moisés pelo repasse de recursos a municípios de sua base eleitoral, no Vale do Itajaí. “Ele faz uma pauta positiva, olhando para todos os catarinenses”, fraseou.

Jornalismo desonesto

O que se lê, vê e ouve em alguns dos grandes veículos de comunicação do país, principalmente dos seus trocentos analistas-ativistas de política? Que os mais de 400 deputados federais aprovaram o teto de 17% do ICMS para combustíveis e energia, que deve baixar preços, “porque esse é um ano eleitoral”? E se não fosse?

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