Virada?

O noticiário político nacional especula, desde domingo à noite, em quais Estados há chances de virada no segundo turno. Três aparecem de cara: Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Roraima. Se depender daquelas análises, o senador Jorginho Mello (PL-SC) já pode pensar em comprar ou mandar fazer um terno novo para sua posse.

Perfis

Quem conhece mais de perto os dois candidatos a governador no segundo turno em SC traça um perfil da personalidade, bem diferente, de Jorginho Mello e Décio Lima. O candidato do PL parece não falar no mesmo tom de voz quando se dirige a um interlocutor, conhecido ou não, e sim querer dar uma ordem. É um tanto bronco por natureza, embora tente, sempre, se afastar desta imagem. O candidato do PT é uma doçura de gente. Detesta qualquer briga e suas palavras preferidas, sempre ditas com certa doçura e sinceridade, são paz e amor. Uma constatação nua e crua que se ouve de muitos eleitores é que ele teria seu voto se ele não fosse do PT.

Pesquisas 1

Como se escreveu aqui, os institutos de pesquisa sempre terão uma explicação para seus dados, por mais absurdos que sejam. Do visado  Datafolha, por exemplo, especialmente em relação à pesquisa de sábado – dando 14% a mais de intenções de votos para Lula em relação a Bolsonaro –  os analistas dizem que ele  “pode ter influenciado antipetistas”.

Pesquisas 2

O colunista Cláudio Humberto bate nas pesquisas. Escreveu: “Após errar mais que bêbado tentando enfiar chave no buraco da fechadura, o Ipec (ex-Ibope) registrou no TSE pesquisa para o 2º turno. Difícil agora será achar quem dê crédito aos seus números”. É verdade.

Gatilho

Conhecidos os eleitos, começa a divulgação das “biografias” deles. Uma das primeiras que veio a público foi a de 23 deputados federais e senadores da bancada das armas, digamos assim. Na primeira,  de  apoiadores ou simpáticos ao Proarmas, maior grupo armamentista do país, estão a deputada federal eleita Julia Zanatta  e o senador eleito Jorge Seif, ambos do PL de SC.

Ressaca

Fenômeno que se vê dentro das casas, nas ruas e nos ambientes de trabalho: quase todos experimentam, desde domingo, uma espécie de ressaca devido à inédita intensidade da polarização eleitoral deste ano. Há em quase todos uma vontade inexprimível de que tudo isso acabe logo e que se possa começar a verdadeiramente trabalhar e produzir algo.

Família

Dois candidatos à Câmara dos Deputados eleitos e com base eleitoral em Criciúma se elegeram: Julia Zanatta (PL) e Ricardo Guidi (PSD). O detalhe que os une é que são primos em primeiro grau e se dão muito bem. Tanto que comemoraram sua eleição juntos, no domingo. E juntos prometem trabalhar em prol da cidade e região que lhes deu o passaporte para o Congresso Nacional.

Agenda

A exemplo do que fez sábado, véspera da eleição, quando, em Joinville, recebeu um decisivo impulso que ajudou muito a levá-lo ao segundo turno da eleição para governador, o staff do senador Jorginho Mello só pensa naquilo, ou seja, que o presidente venha pelo menos uma vez, de novo, para cá, até dia 30, para dar o que esperam ser o empurrão final.

Passo atrás

Lê-se que o resultado das urnas no domingo – principalmente com e eleição de 19 senadores bolsonaristas ou próximos a isso – deve fazer o Supremo Tribunal Federal dar um passou atrás. Pudera. São tais senadores que podem, agora, desencadear processos de impeachment de “supremos”, desde o sempre “intocáveis”

Baixa renovação

Contra 55% em 2018, caiu para 40% a renovação na Assembleia Legislativa de SC. Dos 40 deputados vitoriosos no domingo, 24 já tinham passado pelas urnas há quatro anos.

O único

Dois detalhes sobre a surpreendente eleição de Zé Trovão, do PL de SC, para deputado federal: foi votar “equipado” com tornozeleira eletrônica, domingo, e dentre 35 candidatos ao mesmo posto, em outros Estados, ele foi o único vencedor como representante dos motoristas de veículos pesados. Outro concorrente em SC, mas que ficou longe, foi Chicão, pelo PTB, com 2.951 votos.

Deixe um comentário

Por favor, digite seu comentário
Por favor, digite seu nome