Na primeira audiência pública da história de Nova Trento para que a população pudesse se manifestar, a favor ou contra, a uma obra pública, ela disse sim, unanime, para o projeto, já em execução, da rua e praça coberta na Praça Getúlio Vargas, na noite de anteontem no Salão Paroquial São Virgílio, lotado, com comparecimento de mais de 300 pessoas. Conduzida de forma absolutamente tranquila e aberta a todos que quisessem dizer algo, a audiência durou uma hora e meia. A expectativa era que demorasse mais.

A audiência pública era uma exigência do Tribunal de Justiça do Estado, que havia ordenado a paralisação da obra diante de manifestação do Ministério Publico de Santa Catarina, atendendo reclamações de moradores e comerciantes no espaço em que a obra está sendo executada. Temiam ter comprometida sua mobilidade e o acesso às suas próprias casas e negócios, e questionavam alguns aspectos técnicos da obra, como sua altura e cobertura.

Agora com a audiência pública realizada, todos os registros de sua ocorrência serão levados imediatamente ao Tribunal de Justiça para análise e, espera-se, breve deliberação, de forma que a obra possa ser retomada.  Diante do que ouviu, o prefeito Max de Oliveira prometeu que assim que a obra recomeçar, cada passo de sua evolução será compartilhado com os moradores e comerciantes do local e do seu entorno.

Satisfação – O prefeito fez um breve histórico do projeto, dizendo que junto com seu vice, Laerci Girola, pediu, no início do ano passado, e conseguiu imediato apoio do governo estadual, e que seu objetivo era, e é, criar mais um atrativo turístico e comunitário para a cidade, de modo a levar o visitante a permanecer mais tempo e não se restringir a um passeio breve e quase único pelo Santuário Santa Paulina.  No final todos, satisfeitos plenamente, de forma espontânea, bateram palmas.

Nos principais aspectos técnicos da obra destaca-se a sua área total de cobertura, de 1.470 metros quadrados, com placas de policarbonato (como é em diversas cidades que já tem ruas cobertas), espaços para sete quiosques de 19 a 22 metros quadrados, altura de 4,96 metros da cobertura, recuo de quatro metros em frente a casas e negócios, permitindo o ir e vir, mesmo durante a realização de eventos no local, além de uma estrutura de apoio, como uma central de monitoramento por câmeras e instalações sanitárias, dentre outros equipamentos.

A não ser um ou outro presente, questionando certa falta de transparência da Prefeitura, pelo fato do projeto não ter sido compartilhado com algumas entidades representativas da sociedade, como a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e Associação Neotrentina do Turismo e Cultura (Neotur), todos os que se manifestaram (cerca de 25), tanto neotrentinos como neotrentinos por adoção, aprovaram o que foi exposto, alguns de forma efusiva, acrescentando, vários deles, que o empreendimento  “orgulhará” quem mora em Nova Trento.

Alguns dos depoentes, que já conhecem ruas e praças cobertas de outras cidades de Santa Catarina e do Brasil,  afirmaram que, pelo que foi detalhadamente exposto, a praça e rua coberta não atenderá apenas demandas turísticas através de restaurantes e quiosques que nela funcionarão, como comerciais (feiras, exposições, concursos diversos, etc.), mas, principalmente, durante o tempo todo, será um privilegiado espaço de lazer protegido para toda a comunidade, em especialmente para crianças e idosos em dias de muito sol ou chuva, por exemplo.

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