Cloroquina
O médico florianopolitano Ronaldo José Melo da Silva escreveu para a “Folha de S. Paulo” dizendo-se envergonhado da posição do Conselho Federal de Medicina por endossar o novo protocolo do Ministério da Saúde sobre o uso da cloroquina, justificando que não existe um tratamento disponível. “Não seria menos danoso que indicassem água de coco?”, questionou, lamentando a posição do CFM, “que tem objetivos maiores que o alinhamento com a insensatez dos maus políticos”.
Assombrações
Se Jair Bolsonaro tem o ex-ministro Sérgio Moro e o empresário e seu ex-amigo Paulo Marinho vingando-se, digamos assim, de algumas de suas descomposturas públicas, a ponto ambos poder leva-lo ao impeachment, o governador Carlos Moisés também tem suas assombrações. A dos últimos dias atende pelo nome de Luiz Felipe Ferreira, controlador geral do Estado, que parece ter descoberto o fio da meada no escândalo dos respiradores.
Transparência
A ONG Transparência Internacional divulgou um ranking das unidades da federação brasileira mais e menos transparentes em relação a informações sobre contratações emergenciais feitas em resposta a atual pandemia. São Paulo e Roraima são as menos transparentes. Espírito Santo, Paraná e Goiás tem nível ótimo. SC ficou no nível bom. Quanto a capitais, só João Pessoa e Goiânia tem ótima transparência. Florianópolis está na outra ponta, ruim.
Toma-lá-dá-cá
São intensas as negociações do Palácio do Planalto com o sinistro “Centrão”, da Câmara dos Deputados, por conta de órgãos do governo cobiçados por vários partidos e com caixa bilionário. Pelo menos de forma explicita não estão aparecendo congressistas catarinenses. Nada surpreende que nesse despudorado leilão estão presidências e diretorias de órgãos de imenso poder regional, quase todos no Nordeste, desde sempre utilizadas para bilionários desvios. E, não raro, com os mesmos personagens de sempre. Que nojo!
Sem baixaria
Figura do governo estadual que tem participado de reuniões com a presença de Carlos Moisés diz que, ao contrário de Jair Bolsonaro e seu vocabulário chulo, o governador de SC nunca fala palavrões ou expressões próximas ao baixo calão. Mas em algumas vezes, no limite da paciência, fez ensaios. Mas só ficou nisso.
Voluntariado
O governo estadual regulamentou, via instrução normativa, esta semana, o serviço do Corpo Técnico Voluntário da Defesa Civil de SC. Considera-se serviço voluntário, no caso, a atividade não remunerada, prestada por pessoa física, com objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, sociais, dentre outros que a defesa civil julgar essenciais, executados de forma espontânea, sem vínculo empregatício ou contratual e sem encargos trabalhistas.
Insensibilidade
Lamentável se saber que as autoridades policiais de SC, com tantas responsabilidades que tem diante de si na atual pandemia, tenham que mobilizar pessoal e estruturas para deter a completa insensibilidade e irresponsabilidade de alguns que, conforme divulgam em redes sociais – sim, porque eles tem também a capacidade de debochar – estão preparando festas para este final de semana. Os que participaram de uma delas, em Tubarão, com mais de 500 pessoas, semana passada, merecem, sim, e com estrelinha, aquilo que o leitor pensou.
Ansiedade
É de imensa ansiedade o clima entre os reitores das 11 universidades e cinco centros universitários que integram o Sistema Acafe em SC. Algumas instituições já tinham dificuldades antes da atual pandemia e com ela tudo se agravou, principalmente devido às brutais quedas de arrecadação do Estado e municípios, que dão sua parte na manutenção via bolsas. Mas nada de desespero, por enquanto. Busca-se saídas. Boa sorte.
Batom
Mais um projeto, agora do deputado Paulo Eccel (PT) tenta reparar uma injustiça contra as mulheres catarinenses: propõe aumentar para 30% o número de vagas destinadas a elas nos quadros de oficiais e de praças da Polícia Militar do Estado, atualmente de 20%. Outro projeto dele permite o acesso às fileiras da PM até os 35 anos, em razão da própria ampliação da expectativa de vida da população. O curioso é que a idade limite para ingresso na Polícia Civil catarinense é de 45 anos.





