Uma missa, às 19 horas, na Igreja Matriz, hoje, 23, abre a Festa de São Virgílio, seguida pela tradicional sopa e pastel no Salão Paroquial. A mesma programação (missa e depois sopa e pastel) se repete sábado, 24. Na primeira parte da programação – a segunda será no próximo final de semana – consta ainda uma tarde dançante da terceira idade, segunda-feira, 26, com missa às 13h30 na Igreja Matriz, com benção da saúde e, após, tarde dançante, com café e bingo, no Salão Paroquial.

A programação segue na sexta-feira da próxima semana, 30, com missa às 19 horas, seguida de bingo no Salão Paroquial; no sábado, dia 1º, missa às 19 horas e “Noite dos novos talentos”, com apoio da Academia de Múica Alan Facchini, a partir das 20 horas, no Salão Paroquial.

A programação encerra no domingo, 2, com missa festiva solene às 10 horas em honra ao padroeiro e com presença dos festeiros, que participam do almoço festivo ao meio dia no Salão Paroquial. Na sequência haverá tarde dançante.

Durante todos os dias de festa funcionarão os serviços de bar e cozinha. Nos dias 1º e 2 estará presente no cardápio gastronômico da festa o tradicional churrasco de alcatra, acompanhado por pão e maionese.

Santo de casa que faz milagre

O adágio popular “santo de casa não faz milagre” – para indicar que é mais fácil contar com a ajuda de estranhos do que com a daqueles que se tem mais próximos –  se aplica em Nova Trento quanto a São Virgílio, cuja imagem, mesmo sendo o  padroeiro da cidade, não faz parte da lista de tantas outras, de santos e santidades, que os neotrentinos cultuam nos recantos mais nobres de suas residências. Dito popular que começa a mudar, como um “milagre” do santo padroeiro cuja curiosa ausência dos lares neotrentinos começa a ser reparada.

A livraria e de artigos religiosos São Virgílio, na Rua Nereu Ramos, já tem à venda, após um ano de pesquisa, uma imagem do santo, com 25 centímetros de altura em resina maciça. Cada uma custa R$ 249.

O modelo foi a imagem do santo que está no altar central da Igreja Matriz que, a partir de fotos em alta resolução, recebeu os serviços de um designer gráfico para manter todos os detalhes possíveis no processo de impressão em terceira dimensão (3D), de onde saiu a primeira réplica. A partir dela foi feita a fôrma para moldar as primeiras 100 peças em resina maciça.

Fabricio Luiz Rubik, e sua irmã e sócia da livraria, Adriana, contam que quando abriram a loja em Nova Trento descobriram, surpresos, que ninguém tinha a imagem de seu santo em suas casas e, por isso, foram muito procurados para consegui-la onde fosse possível. Não a encontraram com nenhum fornecedor brasileiro.

Acabaram concluindo que uma das mais originais era a que estava na Igreja Matriz, por apresentar muitos detalhes.  Para aproveitar o momento da festa do padroeiro, foram confeccionadas inicialmente 100 imagens, que chegaram semana passada e boa parte delas já vendidas. O estoque deve acabar nos próximos dias, mas a livraria aceita reservas. Quanto ao valor, Fabricio diz que ele se compara ao de mercado, por se trata de resina maciça, de durabilidade medida em décadas, ao contrário das de gesso, que perdem as cores, quebram facilmente e são atacadas por insetos.

Forte, vigoroso, em vestes episcopais

O padre Flávio Feller, autor de um resumo histórico e de novena sobre São Virgílio, observa que em Nova Trento estamos acostumados a ver a estátua de São Virgílio no alto do altar-mor da igreja matriz e representado com diversos símbolos e insígnias que, de longe e de baixo, não são bem visíveis, mas presentes na réplica. Destaca-se sua apresentação em pé, forte e vigoroso. De fato, foi escolhido para ser bispo de Trento quando era ainda jovem de 20 anos. E foi martirizado aos 40, em pleno vigor de sua idade.

Está paramentado com as vestes episcopais: túnica preta, sobrepeliz, estola, capa e a cruz peitoral. Ergue a mão direita em gesto de bênção, como também no tradicional gesto dos três dedos de mestre que ensina.

Na mão esquerda segura o báculo, que lembra o cajado dos pastoresbíblicos. Na cabeça, a mitra, outra insígnia própria dos bispos, ainda hoje. Aos pés de Virgílio há uma palma, símbolo do seu martírio.

Pinturas mais tardias acrescentam às pedras e paus, pontapés e socos, também tamancos, usados pela população para agredir Virgílio. Os historiadores explicam: na região vizinha, a Judicária, era tradicional a fabricação de tamancos (zoccoli) e este objeto foi acrescentado, na iconografia, aos instrumentos do martírio de Virgílio. Por isso, um tamanco, com pequenos pregos ou tacões por baixoda sola, quase sempre aparece nos quadros de São Virgílio.

Outro símbolo, frequente na iconografia virgiliana é o livro do Evangelho ou uma maquete de igreja na mão do santo. De fato, a história conta que ele construiu uma basílica em Trento, perto da Porta Veronese.

 

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