Os últimos dias e semanas, com sol, foram festejados no interior de Nova Trento. Eles permitiram concluir o plantio de milhares de mudas de fumo para a safra 2024/2025, que começa a ser colhida em setembro ou outubro.

A fumicultura continua sendo a melhor alternativa de renda para pelo menos 140 produtores rurais do interior de Nova Trento, do Baixo Salto para cima. O número de produtores chegou a 1.500 entre os anos 1960 a 1980, baixando gradativamente. O decréscimo acentuado começou há cerca de 20 anos, quando o governo federal, atendendo compromissos internacionais, passou a cortar créditos para tal cultura em favor de outras, alegando que do fumo vem o cigarro, que tanto compromete a saúde.

O fato concreto, hoje, é que resistem cerca de 140 fumicultores, diz o secretário municipal da Agricultura e Meio Ambiente, Ademar Murceski, ele mesmo um fumicultor com a mulher e um filho na localidade de Ribeirão Veado.

“Esses 100 fumicultores produzem hoje, na mesma área, mais que o dobro de anos atrás, devido ao emprego de novas tecnologias” afirma Murceski. Outro favor que mantem tantos fumicultores é a assistência técnica, o seguro dado pelas seis fumageiras que atuam em Nova Trento,  e o preço. Na última safra o preço médio da arroba atingiu R$ 290. Alguns agricultores neotrentinos chegam a produzir até 2 mil arrobas.

O fumo produzido em Nova Trento se distingue pela qualidade, dizem as fumageiras, pela natureza do solo, principalmente o das regiões mais altas. A quase totalidade dos produtores está vinculada a fumageiras, mas uma novidade se introduziu recentemente: alguns produtores passaram a produzir o fumo de forma independente. Na época de comercializar, vendem para quem oferecer o melhor preço. Uma das maiores compradoras é uma multinacional asiática que opera aqui, a China Brasil.

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