Mais leitura
É muito bom saber que o hábito da leitura aumentou na pandemia, conforme o Sindicato Nacional dos Editores de Livros. De janeiro a setembro deste ano foram vendidos 36,1 milhões de exemplares de livros, aumento de 39% em comparação ao mesmo período de 2020.
SC, a Belíndia brasileira
SC pode perder R$ 32,5 bilhões em benefícios sociais e ambientais e deixar de criar 14 mil empregos sem a universalização do saneamento básico, diz estudo do Instituto Trata Brasil. Aponta que o Estado poderia ter 30 mil pessoas empregadas no setor e ganhar R$ 8,8 bilhões em redução de gastos na saúde pública levando água tratada e esgotos a todos os catarinenses. O Marco Legal do Saneamento Básico (lei 14026/2020) obriga todas as cidades a chegarem, em 2033, a 99% da população com acesso à água potável e 90% com coleta e tratamento dos esgotos. Em SC, com base nos indicadores de 2019, de uma população total de 7,2 milhões pessoas, 782,6 mil ainda moravam em residências sem acesso à água tratada e 5,4 milhões não tinham coleta de esgoto. Um Estado de Terceiro Mundo, mas com a falsa aparência de Primeiro. A propósito, podemos chamar SC de “Belíndia”, já que tem aspectos da superdesenvolvida Bélgica e outros da pobre Índia.
Taxa de letalidade
Com base nos números de infectados de covid-19 e dos que morrem, o Ministério da Saúde monta uma espécie de ranking da letalidade da doença por Estados. É liderado pelo Rio de Janeiro, com 5,17% do total de infectados. SC está na antepenúltima posição, com índice de 1,62%. Curiosamente, o Rio de Janeiro se arvora em ser o primeiro a abolir o uso da máscara. Sem comentários.
Foi nomeado
Na undécima hora, o Banco Central finalmente deu seu aval para que o ex-governador Eduardo Pinho Moreira fosse nomeado para uma diretoria, em Florianópolis, do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo-Sul (BRDE), indicado pelo governador Carlos Moisés há mais de dois meses.
Provocando vômito
O conhecido professor aposentado da UFSC Clarinton Ribas, teve mensagem publicada no painel dos leitores da “Folha de S. Paulo”, ontem, na qual observa que a quinta casa bancária do Brasil (Banco Santander) em tamanho, acumulou R$ 4,3 bilhões de lucro num trimestre. “Num raciocínio aritmético acaciano”, continua, “se projetarmos para um ano inteiro, temos que o lucro de uma única banca é suficiente para a aquisição de 26 milhões de cestas básicas. Se considerarmos uma família com quatro pessoas, teríamos perto de 100 milhões de pessoas sem fome ao longo de um ano”. E finaliza: “A desigualdade neste país provoca vômito”. Absolutamente real e cruel.
Metro que medires
Em pronunciamento, o senador Esperidião Amin (PP-SC) criticou o pedido de indiciamento de parlamentares feito pela CPI da Pandemia, afirmando que isso “é um caminho perigoso”. Deixou uma advertência: “Com o mesmo metro com que medires, acabarás sendo medido”.
Reabilitação
Elogiável a iniciativa da UFSC que implantou um novo serviço de atendimento à população impactada diretamente pela pandemia. Aproveitará para fazer um estudo a longo prazo sobre os efeitos do exercício físico na reabilitação de pacientes curados que manifestaram a doença de forma moderada a grave. Os primeiros voluntários estão sendo selecionados.
Dança erótica
Uma lei municipal em Rio do Sul proíbe que menores de idade sejam expostos à “sexualização precoce” e, para tal, propõe ações de prevenção e combate à erotização infantil nas instituições de ensino do município. Se não fossemos uma sociedade tão decadente em alguns aspectos, para que uma lei assim? Letras de muitas músicas do gênero funk e do repugnante sertanejo universitário, cantadas por milhões, são um atentado não só ao bom gosto, às mulheres e minorias, como também ao mais inocente pudor.
Grupo dos 11
O secretário nacional da Pesca, Jorge Seif Junior, já está listado entre os 11 nomes do primeiro escalão da República que vão disputar as eleições de 2022. É pré-candidato ao Senado que, como se sabe, é a aposta de Bolsonaro para o Senado por SC.
Órfãos da covid
O deputado federal Pedro Uczai (PT-SC) subscreve proposta legislativa que apoia as vítimas da covid-19, entre elas a taxação de pessoas de alta renda e do setor financeiro (os bancos brasileiros tiveram um obsceno lucro líquido de R$ 62 bilhões no primeiro trimestre deste ano) para custear o tratamento das sequelas.





