Famosa por sua gastronomia – o frango assado e recheado e seus pastéis de palmito e carne, por exemplo -, pelas guloseimas e seu forte toque histórico-religioso, como a benção do sal e dos animais, a comunidade do bairro São Roque promove a festa do seu padroeiro, neste sábado e domingo,  17 e 18, e dos 123 anos de existência de seu oratório.

Na parte de doçuras haverá várias opções:

cocada, pé-de-moleque e broas; para as crianças será apresentada a brincadeira da pescaria, exclusivamente para elas. E para os adultos estará de volta, após décadas de sumiço, a memorável bebida chamada “consertada”.

A abertura dos festejos será às 18 horas de sábado, 17, com os serviços de bar e cozinha, seguido de show com Wesley Farias e Porto de Vanera. A programação recomeça no domingo, com missa às 10 horas, seguida da benção do sal e almoço comunitário.  O período da tarde será novamente animado por Wesley Farias e Porto de Vanera., com encerramento por volta das 17 horas, quando será feito o sorteio da rifa deste ano, que tem como prêmios um boi de 20 arrobas, uma novilha de 10 arrobas e um porco de 130 quilos.

 Tradições 

A festa de São Roque – tido como padroeiro dos animais – é uma das que ainda mais preserva velhos costumes e tradições em Nova Trento. Desde o início da colonização italiana, se distinguia por sua cozinha, com o frango assado e recheado e os pastéis, além dos doces, principalmente pé-de-moleque, broas e cucas.

Quanto a bebidas, a novidade, desde o ano passado, é a “concertada”, que foi presença obrigatória na comemoração durante décadas e depois “convidada” a ausentar-se por exigência de autoridades policiais, por temer a embriaguez dos consumidores, apesar do seu baixo teor alcoólico. Obedecendo velhas receitas, já está pronta há dias, produzida por pessoas da própria comunidade. Entre os principais ingredientes estão cachaça, açúcar, gengibre, cravo, canela, vinho e anis, este para dar diferentes cores.

Na parte religiosa outra tradição mantida é da benção do sal. Os coordenadores e voluntários que colaboram na realização da festa preparam dezenas de pequenos saquinhos de sal, para que sejam abençoados após a missa festiva de domingo, às 10 horas, e distribuídos às pessoas para que o levem para casa e o consumam, como garantia de manutenção de sua saúde.

Em décadas passadas era costume a comunidade levar, para serem abençoados, animais vivos, incluindo porcos, galinhas, cavalos e vacas, dentre outros. A logística moderna – riscos de os animais se assustarem no caminho e no lugar da própria festa, etc. – determinaram o fim desta tradição.

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