O prefeito Max de Oliveira ordenou ao setor jurídico da Prefeitura o início de estudos legais visando a terceirização do Cemitério Municipal, para que possa ser viabilizada a construção do ossuário, gavetários, portão eletrônico e, até, de um crematório público.
Agora há uma certa pressa porque, na falta de espaços, sepultamentos tem sido feitos na área reservada para o ossuário e gavetas. Como não há projetos de municípios próximos de Nova Trento, o prefeito diz que buscou informações na prefeitura de Guarulhos, em São Paulo.
Um dos últimos levantamentos apontou que havia pouco mais de 30 espaços disponíveis na área de expansão aberta em 2024, situação que determinou a realização de projetos para construção de conjuntos de gavetas e lóculos para ossuários. O pré-projeto previa 184 conjuntos de gavetas e 256 lóculos de ossuário, o que não é mais possível e tem que ser refeitos porque parte do espaço que estava destinado a eles foram e estão sendo ocupados com sepultamentos. Com a remoção de restos mortais, se abriria mais espaço para sepultamentos convencionais na parte mais antiga do cemitério.
Com a terceirização, cujo edital está sendo preparado, entre várias responsabilidades que a empresa terceirizada terá que desempenhar estão de identificar túmulos vagos ou abandonados na área original do cemitério para permitir que neles sejam feitos novos sepultamentos convencionais enquanto sejam construídos os gavetários, modelo que é recomendado pelo biólogo da Prefeitura, Marinho Tomasi, que aponta tal solução em vários municípios de Santa Catarina, como Balneário Camboriú e Gaspar.

O projeto arquitetônico e paisagístico da área de expansão, com área de 0,08 hectare, está todo de acordo com as diretrizes municipais e com o Plano Diretor (uso do solo), além de já ter o licenciamento do Instituto do Meio Ambiente do Estado (IMA-SC).
A atual área de sepultamento está dividida em duas, de 0,14 e 0,58, além da ampliada, de 0,08 hectare, onde estão previstos os dois módulos de gavetários, túmulos e ossuário. Registros apontam que no local são realizados sepultamentos há 85 anos. Atualmente ele tem 1.417 unidades para sepultamento (túmulos e jazigos) entre as duas áreas, das quais 1.199 ocupadas, 144 livres e 74 sem identificação, não sendo possível se estão ocupadas ou não.
Trinta Réis – Morador na rua João Bayer Sobrinho, Saulo Cadorin levou ao conhecimento de autoridades municipais um pleito que deveria ser feito por moradores do bairro Trinta Réis, mas que, por diferentes motivos, não se deram conta da importância que ele tem. Saulo sugeriu a construção de um cemitério no bairro, que é o mais populoso do município. Cita que comunidades com população dezenas de vezes mais baixa, tem o seu cemitério há décadas, enquanto ele faz falta no Trinta Réis, que tem que velar e sepultar seus entes no Cemitério Municipal que, se sabe, está novamente ameaçado de lotação.
A “O Trentino” o prefeito respondeu que recebeu o mesmo questionamento há mais tempo, que entende a preocupação mas que a prioridade agora é resolver as pendencias que envolvem o Cemitério Municipal. Segundo ele, com os encaminhamentos que serão dados, a capacidade do local será significativamente ampliada e que a proposta de um cemitério em Trinta Réis deverá ficar para o futuro.





