Finalmente!

Não se conhecia uma condenação a qualquer praticamente da famigerada farra do boi em SC. Agora tem. Um adolescente que em 2018 tinha apenas 15 anos, vai cumprir, por seis meses, medida socioeducativa de liberdade assistida como pena pelo crime de abuso e maus tratos a animais, em Porto Belo. Comprovou-se sua participação no triste espetáculo, inclusive na organização e compra do animal.

De olho 

Dependendo de vários fatores, o presidente Jair Bolsonaro faz uso do seu “feeling” (expressão intraduzível para o português mas que significa o modo ou capacidade de sentir uma situação, percepção, sensibilidade, sentimento, intuição, pressentimento, presságio ou suspeita) para dizer o que pensa, quer ou deseja de quem conhece há tempos, ou recentemente na sua alentada vivencia política. Aquele passarinho veio dizer que ele tem uma admiração recente pelo jovem (38 anos) deputado federal catarinense Daniel Freitas (PSL), autor da agenda presidencial ontem em Florianópolis. O tem como alguém novo na política que gosta de ouvir atentamente.

Cobrança

Com o MDB como novo, importante e estratégico aliado, o governador Carlos Moisés já faz tratativas no sentido de dar à sigla a devida importância no primeiro escalão. Mas há limites. Na Procuradoria Geral do Estado e nas secretarias da Infraestrutura, Administração e Fazenda nada se mexe.  Ali tudo funciona a contento, na avaliação do chefe-mor.

Opinião

O florianopolitano Luis Felipe Miguel, professor de ciência política da Universidade de Brasília (Unb), notabilizado por, alopradamente, instituir a disciplina “O golpe de 2016 e o futuro da democracia do Brasil”, com o objetivo de “estudar” o processo de impeachment de Dilma Roussef, escreveu artigo para a “Folha de S. Paulo” dizendo que “apesar de seu governo catastrófico, Bolsonaro está mais forte que no início do mandato”. Ouviram-se comentários de que escreveu as palavras certas. A conferir.

Desequilíbrio

É motivo de comentários de analistas políticos nacionais o fato de no Senado haver apenas um representante da região Sul – Jorginho Melo (PL-SC), ainda assim na insignificante condição de primeiro suplente de secretário – na Mesa Diretora. Alijou-se, junto com São Paulo, representantes de 70% do Produto Interno Bruto (PIB). E com a maior cara dura, os novos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco,  e Câmara, Arthur Lira, defenderam o equilibro federativo em seus discursos logo após a eleição.

Sem mordomias

A Câmara Municipal de São José, que já foi um antro,  em vários sentidos da expressão, virou exemplo. Todos os seus 19 vereadores decidiram abrir mão de benefícios, alguns já inexistentes há mais de um ano. Entre eles o uso de carro oficial, que não ocorre desde 2020 já que sete dos 10 veículos que compunham sua frota foram doados, ainda em dezembro de 2019, para uso de programas sociais.

Provocação

Inimigo feroz de Carlos Moises, o agora segundo vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Kennedy Nunes (PSD) cobrou do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Roesler, uma data de para o julgamento do governador no caso do “roubo dos R$ 33 mi”, segundo ele. Até onde se sabe, o ponderado Roesler não gosta nem um pouco deste tipo de cobrança.

Exceção

Apesar de vários governos estaduais, de capitais (o de SC e Florianópolis, por exemplo) e municípios interioranos terem suspendido o longo feriado de Carnaval, eis que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) resolve, por portaria, não dar expediente. Seus ministros são mais iguais que nós todos, mortais. Deplorável.

Negacionismo

Com a diplomacia que muitos religiosos tem de sobra,  o bispo de Tubarão, dom João Francisco Salm, veio a público repreender o padre Claudemir Serafim, do vizinho município de Pedras Grandes, que em missa no último domingo induziu quem o ouvia a não se vacinarem contra a covid-19, porque o imunizante teria, em sua composição, fetos abortados. O padre inicialmente resistiu, mas depois resolveu se retratar.

Foco

Inacreditável! Entre os dias 30, 31 e 1º de fevereiro, 7% dos internautas brasileiros pesquisados debateram eleições no Congresso. E 28% discutiu o lixo do lixo do lixo chamado Big Brother Brasil, diz o IP Brasil após analisar um universo de 1,4 milhão de posts diários no Twitter e perfis públicos do Facebook.

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