Por decisão da 2ª Vara da Comarca de São João Batista, o neotrentino Pedro Leite, 60 anos, tornou-se alvo de processo por intolerância religiosa e perseguição e já está usando tornozeleira eletrônica, através da qual será monitorado por 90 dias.
Nesse período ficará proibido de se aproximar num raio inferior a 500 metros das vítimas e da comunidade religiosa Casa Vó Maria Redonda, um terreiro de umbanda. Conforme a denúncia recebida pelo Ministério Público de Santa Catarina, Pedro fez imagens, em outubro do ano passado, de dois homens se desfazendo de sacolas com animais mortos, e em pelo menos 10 postagens em redes sociais associou o episódio a religiões de origem africana, com críticas a praticantes de umbanda.
Na denúncia consta ainda que Pedro teria ido pessoalmente na sede da comunidade religiosa, onde gravou imagens e teve discussão acalorada com seus integrantes. Todos os fatos, juntos, levaram o MP-SC a denunciá-lo pelos crimes de incitação ao preconceito religioso, em continuidade delitiva, e perseguição. O órgão também pediu indenização mínima de R$ 10 mil às vítimas em caso de condenação.
A defesa de Pedro pediu a absolvição ou, alternativamente, a desclassificação do caso para injúria simples. Seus defensores alegam que Pedro ficou indignado diante de maus-tratos contra animais e o que fez se enquadra como liberdade de expressão e livre manifestação religiosa. O processo segue tramitando e Pedro responderá em liberdade.





