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O prefeito Gian Voltolini afirmou hoje, 19 de setembro, que o governo estadual vem discriminando Nova Trento cada vez mais. “Nossos pleitos não têm sido atendidos e não têm tido prioridade; a prioridade é político-partidária”, afirmou em relação às diversas atitudes do governador Eduardo Pinho Moreira.

Além de não ter autorizado o repasse de recursos, no valor de R$ 200 mil, para obras de drenagem na rua Madre Paulina, no bairro Vigolo, e outros R$ 1,3 milhão referentes a vários outros convênios, Gian Voltolini informa que o governo estadual não vem repassando sua parte nos custos de realização do mutirão de cirurgias e de convênios por atendimento em serviços de saúde que cabem ao Estado.

Conforme o prefeito, o valor do repasse atrasado, desde janeiro, passa de R$ 500 mil e se o pagamento não for feito dentro de um mês, os serviços serão suspensos. Como medida imediata o Hospital Imaculada Conceição já reduziu o número de cirurgias e está atrasando o pagamento para os médicos envolvidos no programa.

Repasse suspenso

As reclamações do prefeito quanto à drenagem na rua Madre Paulina, em frente à Adega Bastiani, vem do fato de Pinho Moreira, ao assumir o cargo com a saída de Raimundo Colombo, em fevereiro,ter suspendido o repasse de R$ 200 mil para a obra, com contrato já assinado e licitação feita.

Os moradores do local se uniram e bancaram parte dos custos do serviço, doando tubos. A Prefeitura, que já havia licitado a obra, decidiu bancá-la com os seus próprios recursos, já que o problema tendia a se agravar diante de chuvas mais fortes.  O projeto foi feito pela Associação dos Municípios da Grande Florianópolis.

Além da suspensão daqueles recursos, o prefeito Gian Voltolini diz que o governador Eduardo Pinho Moreira fez um corte no valor de R$ 1,3 milhão de outros recursos para Nova Trento, referentes a convênios. “É um desrespeito e um descaso com Nova Trento”, afirma Gian, argumentando q ue o governador atendeu, há dias, diversos prefeitos do MDB com recursos de R$ 500 mil,  e vice-prefeitos com R$ 300 mil.

“Chegamos à conclusão que a questão é política, a prioridade é política, só isso”, DECLARA O PREFEITO DE NOVA TRENTO.

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Quanto ao caso do Hospital Imaculada Conceição, que tem R$ 500 mil para receber do governo estadual por serviços prestados há nove meses, algumas medidas já estão em prática, como a redução no número de cirurgias dentro de um programa de mutirão.

A Prefeitura deu prazo de um mês para o Estado pagar o que deve e, se não o fizer, as cirurgias serão suspensas. Outra medida em estudo é ingressar com uma ação civil pública contra o Estado, visando obrigá-lo a cumprir com seus compromissos, em especial os assumidos com a saúde.

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