Dos cerca de 80 professores neotrentinos aposentados da rede pública estadual de ensino, mais de 20 deles fizeram quarta-feira, 29,  no plenário da Câmara de Vereadores, um encontro inédito. Primeiramente, foi uma forma de se reencontrar, conversar, relembrar e trocar experiências de vida.

Mas o objetivo principal foi discutir a lei complementar 773/21, de autoria do governo do Estado e aprovada pela Assembleia Legislativa, que está entrando em vigor e que, na opinião geral da categoria em todo o Estado e não apenas dos neotrentinos, os penaliza sensivelmente em termos financeiros.

O professor aposentado Valentim Marcola explica que os professores aposentados e pensionistas do Estado não tinham desconto em folha, para a Previdência do Estado (Iprev) até o limite de R$ 6.443 (o teto máximo do INSS) e que agora terão descontados 14%, índice que começa desde quem ganha o salário mínimo (R$ 1.100).

Assim, o professor aposentado que ganha R$ 5 mil, por exemplo, vai contribuir mensalmente com R$ 546 só para o Iprev, sem contar plano de saúde, Imposto de Renda e outros descontos em folha. A categoria considera isso um confisco de salário.

A decisão do encontro dos professores foi de pressionar os deputados estaduais para que, o mais rápido possível, consigam uma revisão na lei. Anteriormente ao encontro, o professor Marcolla tomou a iniciativa de mandar uma carta para todos os 31 deputados estaduais que votaram a favor da lei complementar, explicando a situação em que ela prejudica a categoria.

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