A 26ª edição da Incanto Trentino foi um sucesso total, seguramente a melhor de todos os tempos, com cerca de 15 mil visitantes que passaram pelo complexo preparado para o evento. O desafio, agora, é lutar para um engajamento ainda maior das entidades da sociedade organizada para transformá-la na maior festa italiana de Santa Catarina.

Esta é a avaliação inicial do presidente da Associação Neotrentina de Turismo (Neotur) Agostinho Orsi, a partir de manifestações de centenas de participantes, tanto locais como visitantes desde sua abertura, quinta-feira passada, até o último domingo.

Uma avaliação mais detalhada, com análise de pontos positivos e negativos, será feita nos próximos dias, envolvendo a direção da Neotur e seus associados com representantes da Prefeitura, que neste ano, como se sabe, terceirizou a festividade, apoiando-a com um aporte financeiro de R$ 150 mil.

Engajamento da comunidade foi ótimo, mas Neotur gostaria da participação maior da entidades representativas. Foto: Vanessa Ruberti/O Trentino

 “Eu tenho certeza de que boa parte do sucesso não só se deveu à organização de todo o grupo e suas diferentes equipes, cada uma com suas atribuições e responsabilidades, mas porque nós todos mantivemos o foco, ou seja, valorizamos sobretudo, com total prioridade, o que é verdadeiramente nosso, neotrentino, como nossa cultura, juntando nisso nossa música, nossas artes, costumes e gastronomia”, afirmou Agostinho Orsi.

A parceria entre a Neotur e a Prefeitura, a primeira que se faz em tal sentido para um evento de tanta importância e repercussão, também funcionou “muito bem”, na avaliação do líder empresarial, e se depender da entidade, deve permanecer nas próximas edições, porém com “a mudança de alguns comportamentos”, observa, para dizer que há necessidade de que alguns servidores municipais mudem de atitude e sejam um pouco mais prestativos e solícitos diante do que lhes é atribuído. “Senões”, conforme Agostinho, foram registrados na excessiva demora para resolver questões de responsabilidade pública municipal.

Maior engajamento

Para não cometer injustiça citando apenas alguns nomes, Agostinho diz que na festa estiveram presentes várias entidades da sociedade organizada que tiveram contribuição decisiva para seu sucesso, mas que lamenta a ausência de outras.

“A festa é de todos nós e é preciso dizer que direta ou indiretamente todos ganham, tanto na sua imagem institucional como financeiramente, principalmente o comércio, prestadores de serviços, bares, restaurantes e lanchonetes, entre outros, em cujo faturamento incidem tributos recolhidos aos cofres públicos”, observa Orsi, acrescentando que não ouviu uma única reclamação quanto a poucas vendas, tanto de expositores como de barraqueiros,  tanto de comidas como bebidas. Alguns, com baixas vendas, mesmo assim se disseram por satisfeitos porque seu interesse inicial era lançar, divulgar ou simplesmente fazer degustação de produtos.

Ainda quanto a uma maior participação das entidades, Agostinho diz que isto “com certeza teria um resultado ainda melhor do que foi, sem contar que permitiria uma maior integração e aproximação entre elas e, no final das contas, provavelmente provocaria um custo menor da festa”.

Grande número de crianças foi um dos fatores mais aplaudidos. Foto: Vanessa Ruberti/O Trentini

Liberação do espaço

Apesar do feriado municipal, o desmonte da festa começou cedo, na manhã de ontem, em todo complexo do ginásio Inácio Gullini. A quadra de esportes foi liberada ontem à tarde. Também foi liberada uma das duas canchas de bocha, com a retirada de um tablado de madeira que a encobria.

No lado oposto desta cancha, onde há outra, também coberta por um tablado, a Neotur decidiu não desmanchar, por enquanto, as 14 estruturas de madeira onde havia os estabelecimentos de gastronomia que cobrem parte dela, para assim oportunizar o espaço para eventuais eventos futuros. Mas se a Prefeitura solicitar, as estruturas serão desmontadas imediatamente.

 

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