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O Samae acaba de receber os resultados das análises de água bruta que coletou no final de junho em 18 pontos diferentes do município e seus resultados foram muito preocupantes: em 16 pontos a água, analisada em laboratório, apresentou contaminações, em diferentes graus, oferecendo, assim, grande risco à saúde dos consumidores.

O relatório com as análises já está sendo entregue a cada grupo ou rede onde a água foi coletada. O objetivo é manter a qualidade da água consumida pela população.

O diretor do Samae, Ivã Franzoi, remeteu uma cópia das análises para a Secretaria da Saúde, para providências, já que o caso é de saúde pública. A principal orientação é que as pessoas que se abastecem de redes alternativas, fora do sistema do Samae, procurem a secretaria, que está doando um kit composto por vários produtos químicos, especialmente cloro, para aplicá-lo nas caixas de água que se destinam ao consumo humano.

A engenheiro química contratada pelo Samae, Letícia Minella, emitiu um parecer sobre as análises de todas as amostras coletadas. E a grande maioria das fontes apresentou contaminação.

Conforme os parâmetros determinados pela portaria 2914, do Ministério da Saúde, 16 das 18 amostras coletadas não podem ser consideradas água potável, devido à presença de “escherichia coli”, microrganismos indicadores de contaminação fecais, potencialmente patogênicos. A engenheira recomenda a não utilização da mesma para consumo humano, sem prévio tratamento.

Fontes fora de conformidade

As 16 fontes alternativas, que abastecem dezenas de famílias, que não estão em conformidade com a Portaria 2914 do Ministério da Saúde e que  apresentam coliformes totais acima do limite de quantificação são as seguintes:

– Rede alternativa Rua José Erbs

– Rede alternativa Rua Antonio Sgrott

– Rede alternativa Rua Tijucas, Mato Queimado

– Rede alternativa Rua Tijucas, alto Mato Queimado

– Rua Geral Ribeirão Bilu, Ribeirão Bilu

– Rede alternativa Rua Florianópolis, Ponta Fina Norte

– Rede alternativa Rua Felipe Schimdt, Ponta Fina Sul

– Rede alternativa Rua Alberto Bertotti, Velha

– Fonte Rua Independência, Vasca

– Rede alternativa Rua Ademar Sdrigotti

– Escola M.E.B. Padre José da Poian, Baixo Salto

– Gruta da Biquinha, Rua José Battisti Archer, São Roque

– Gruta 1 Rua Hipolito Boiteux, Cascata

– Rede alternativa Rua Felisbino José Peixe, Indaiá

– Gruta 2 Rua Hipólito Boiteux, Cascata

– Escola M.E.B Aguti, Distrito de Aguti

Fontes consideradas potáveis

As duas fontes que estão em conformidade à Portaria 2914 do Ministério da Saúde são:

– Fonte Moisés, Morro da Cruz

– Gruta Rua Bepe Darós, Velha

 Recomendações da Secretaria de Saúde

Todas estas informações foram enviadas a Secretaria de Saúde para conhecimento e providências. Uma cópia do relatório foi entregue ao responsável ou morador de cada fonte para que dê conhecimento a todas as famílias que se utilizam dela. O Samae lembra que a única fonte de água tratada é a da autarquia, que é analisada diariamente e semanalmente por seu laboratório contratado.

A recomendação que a Secretaria Municipal de Saúde dá é para que os moradores em cuja rua há rede do Samae, que providenciem a ligação. Para os não servidores pela rede da autarquia a recomendação é que procurem a Secretaria que tem para doar um kit com produtos químicos, especialmente flúor, para tratar a água destinada ao consumo humano.

Riscos da escherichia para a saúde

Escherichia Coli é um grupo de bactérias que habitam normalmente no intestino humano e de alguns animais, no entanto, nem todas E. Coli são inofensivas. Certos tipos são nocivos e causam uma gastroenterite com intensa diarreia com muco, semelhante ao catarro ou sangue, ou uma infecção urinária.

Os sintomas da infecção surgem, geralmente, de 5 a 7 horas após a entrada dessa bactéria no sistema digestório e são: diarreia forte, com muco ou sangue; intensa dor de estômago; vômito e febre baixa de até 38,5ºC.

Em alguns indivíduos, pode levar a complicações mais graves, como um súbito comprometimento renal, que pode causar uma lesão renal permanente. Mas, na maioria dos casos, a E. Coli causa somente uma leve gastroenterite que passa em menos de 1 semana.

A transmissão dessa bactéria ocorre através da água ou alimentos contaminados, ou através do contato com as fezes da pessoa contaminada, e por isso é de fácil transmissão especialmente entre as crianças, na escola ou na creche. No caso da presença da E. Coli na urina, ela causa infecção urinária, e ela passa do ânus para a vagina, devido a sua proximidade.

Alguns exemplos de doenças que podem ser causadas pela contaminação com a E. Coli são: gastroenterite, quando afeta o intestino; infecção urinária, quando chega na uretra ou bexiga; pielonefrite, quando afeta os rins depois de uma infecção urinária; apendicite, quando afeta o apêndice do intestino; meningite, quando chega no sistema nervoso; septcemia, quando se espalha pelo sangue em todo corpo. A infecção urinária geralmente é causada pela E. Coli.

 

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