Através da portaria 293, assinada ontem, 25, pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o Hospital Nossa Senhora da Imaculada Conceição, de Nova Trento, foi habilitado como Unidade de Internação em Cuidados Prolongados (UCP) e receberá, durante um ano, a partir de março, R$ 149 mil mensais, totalizando R$ 1.784.000, como custeio federal para dar atenção ambulatorial.

A Unidade de Internação em Cuidados Prolongados vem sendo reivindicada pelo secretário municipal de Saúde, Maxiliano de Oliveira, há cerca de três anos, a partir de proposta apresentada pelo governo estadual e federal. Com a habilitação agora conferida oficialmente pelo Ministério da Saúde, o hospital neotrentino passará a receber pacientes de grandes hospitais públicos da região metropolitana de Florianópolis, como o Governador Celso Ramos e Regional que após submetidos a cirurgias de alta complexidade, podem ter atendimento ambulatorial de recuperação e estabilização em outros hospitais, desde que com todo o instrumental e pessoal adequado, como o Imaculada Conceição.

Foto: Divulgação

Antes de decisão de ontem o HIC e recebeu a visita de uma equipe técnica do Ministério da Saúde e Secretaria de Estado da Saúde, há cerca de seis meses. Após passar por uma avaliação completa, a equipe concluiu que ele tem condições plenas de ter uma unidade de internação em cuidados prolongados, liberando, dessa forma, vários leitos em unidades de terapia intensiva de grandes hospitais públicos da região metropolitana da Capital.

IMEDIATAMENTE APÓS A VISITA TÉCNICA, O IMACULADA CONCEIÇÃO RECEBEU DOIS PACIENTES EM TAIS CIRCUNSTÂNCIAS, COM RESULTADOS MUITO POSITIVOS. CONFORME OS TERMOS DA PORTARIA, O HIC DESTINARÁ 25 LEITOS PARA CUIDADOS PROLONGADOS E A PRIMEIRA PARCELA DE R$ 148 MIL DE CUSTEIO SERÁ LIBERADA EM MARÇO. 

Segundo de SC

A importância da portaria do Ministério da Saúde para o HIC está no fato de ele ser o segundo hospital de Santa Catarina a ter uma unidade de cuidados prolongados. O único outro a oferecer o serviço atualmente no Estado é o Bethesda, em Joinville.

Junto aos pacientes dos 25 leitos dispostos em espaço de reabilitação especialmente apropriado, estará uma equipe composta por médico, enfermeiro, fonoaudiólogo, psicólogo, fisioterapeuta e assistente social.

Com pequenas variações, o perfil dos pacientes se assemelha:

Praticamente todos são oriundos de cirurgias de alta complexidade em grandes hospitais da região metropolitana de Florianópolis e que, uma vez estabilizados no processo pós-operatório, não tem mais necessidade de permanecer nos mesmos e podem ser transferidos para hospitais de baixa e média complexidade. Dessa forma os leitos que ocupam, que tem custo elevado e demanda altíssima, ficam liberados.

O perfil destes pacientes se repete na maioria dos casos

Foram ou são vítimas de acidente vascular cerebral (AVC), de acidentes diversos (especialmente de trânsito), portadores de doenças obstrutivas crônicas ou que estão em fase terminal de câncer, dentre outras situações.

Progressivamente, a unidade tende a ocupar seus 25 leitos a partir de março. A maioria deles virá dos hospitais Governador Celso Ramos, de Florianópolis, e Regional, de São José. O tempo máximo de permanência do paciente na unidade é de 90 dias; depois será dado um outro encaminhamento.

Ação de Maxiliano

A adesão do Hospital Imaculada Conceição ao programa federal que incentiva pequenos e médios hospitais a ter unidades de cuidados prolongados foi conseguida pelo secretário municipal de Saúde, Maxiliano Oliveira, que levou à Secretaria de Estado da Saúde, à pedido, as credenciais do estabelecimento de saúde neotrentino. Nessas credenciais apontou a qualificação da equipe médica e multidisciplinar que poderia dar o suporte necessário à unidade, e a disponibilização de leitos.

Max confessa que outro motivo importante, além da garantia de ocupação, em taxas altas, dos leitos, e ter uma equipe disponível, sem precisar contratar nenhum novo profissional, foi o valor que o Ministério da Saúde (R$ 149 mil mensais) vai repassar para o Hospital Imaculada Conceição para manter a unidade.

“Trata-se de um valor expressivo se for considerado o fato de que a média mensal de repasse da Prefeitura para bancar a manutenção do hospital é de R$ 200 mil”, afirma.

A criação da unidade acaba tendo outros reflexos, inclusive fora do hospital neotrentino. Tais pacientes normalmente atraem também familiares e amigos para visitá-los em Nova Trento, pessoas que acabam ficando por horas e até dias, hospedando-se e alimentando-se nos estabelecimentos locais, além de fazerem compras e conhecer os principais pontos turísticos, especialmente os dois santuários.

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